quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dia 09/05

Foram traçados alguns objetivos para delinear a pesquisa.
  • Panorama histórico das desigualdades sociais brasileiras e seus reflexos na educação
  • Análise da Educação como fruto de um Estado Capitalista
  • Paradigma “Educação para todos”, interesses econômicos e política de Cotas.

"Antonio Bosco de Lima analisa a crise do Estado capitalista como um processo de revigoramento da reprodução do capital por meio do recurso de fortalecimento do mercado. O autor apresenta uma interessante análise do Estado na perspectiva do pensamento político liberal e da teoria marxista, tecendo contundentes críticas ao liberalismo e neoliberalismo. No centro dessa discussão está a escola pública que, para Bosco, "(...) é um aparelho do Estado que, de acordo com os neoliberais, precisa ser controlada pelo mercado" (pág. 147). Estabelece-se, portanto, uma disputa no campo político-ideológico em que, de um lado, encontra-se a comunidade educacional para quem há a necessidade de uma escola mais democrática e, de outro lado, o pensamento neoliberal dominante pelo qual é preciso tirar o conteúdo político das escolas. Assim, segundo o autor, não é o conteúdo da escola que está em crise, tampouco a educação formal, mas o modelo de escola na sociedade regida pela lógica do capital."
             From: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462009000200013&lang=pt

-O significado da expressão “Educação para Todos”, da forma que é assumida pelo
Estado capitalista tem sempre um duplo sentido. Primeiramente, numa conotação meramente
literal e formal, quando precedida da palavra “compromisso”, ela é parte do discurso do
Estado burguês, na medida em que este precisa aparecer como poder legítimo e defensor da
democracia (de todos). Em sentido prático, real, porém, pode-se dizer que o discurso no
máximo se transforma em lei, mas nunca em política pública estatal efetiva que possa fazer
jus ao conteúdo democrático difundido pela expressão. Assim, a qualificação mais adequada
ao discurso da “Educação para Todos”, quando proclamada por um Estado capitalista, é que
se trata de um discurso falacioso, demagógico.
Em conformidade com as críticas de Marx, podemos afirmar que o vigente Estado
capitalista não pode cumprir o compromisso de realizar o ideal da “Educação para Todos”,
pelo simples fato de O mesmo não pertencer a todos. As análises de Marx sobre o Estado.-

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-49802011000100003&lang=pt

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2005000300017&lang=pt



-- Priscila Macedo e Rafael Lemos--

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